Feeds:
Posts
Comentários

Express yourself

Ainda pequena sentia as redes do ballet a puxando. Eram exigências de um padrão, necessidade de ter graça e de manter sempre os mesmos passos. A mesma música clássica tocando ao chão de madeira. As roupas sempre suaves… A saia amarrada delicadamente… amarrada.
Não tardou saiu do ballet. Deixou as aulas que preenchiam seu tempo enquanto os pais, que sempre tardavam em buscá-la, estavam fazendo horas extras no trabalho.
Não havia com quem conversar. Havia a bolsa do picachu, que levava a todo lugar. Fazia dessa e de seus bichos de pelúcia seus melhores amigos e confidentes.
“Humf…” Ficar naquele pátio sozinha nunca era muito divertido. Passava o tempo vendo as pessoas irem de um lado a outro nos corredores brancos, os professores vestidos de azul anil.
Adorava aquelas cores, adorava cada pilastra daquele colégio. Os jardins bem cuidados, os zeladores educados… tudo a deixava se sentir em casa, como às vezes não sentia em seu próprio lar.
O lado bom de ser criança era que podia se expressar com algum exagero e não ter medo de parecer infantil, nos jeitos de andar saltitante ou de falar doce sempre sorrindo. Sempre havia um comentário bobo a fazer que faria todo mundo rir. E de modo distraído, na aula, cochichar sobre o desenho favorito enquanto a professora falava de matemática. Um dia era batom roxo, no outro era verde. A sombra alternando de acordo com o batom. No cabelo que escovava tanto para deixar macio e brilhante, colocava inúmeras presilhas coloridas e o prendia alto em um rabo-de-cavalo.
Ela podia fazer tudo isso. Quem ia ligar? Era só uma criança. E isso gostava de ser. Odiava quando a cobravam ser adulta tão rápido, a julgavam não entender as coisas, a julgavam ser boba demais… A criticavam.
Se as regras me impedem de ser quem eu sou, vou criar as minhas próprias - foi o que pensou. Não se importava com o que diziam de seu jeito borboleta. Era quem era, não suportaria que invadissem seu espaço. Se fosse dona de um pássaro como queria, não o prenderia em uma jaula de ferro. Deixaria-o confortável em uma casinha bem pintada apoiada no pessegueiro, sempre de portas abertas. Um lugar para passar, descansar e comer. Não permanecer. Ela mesma detestava as grades na janela de seu quarto.
Quando trancava sua porta para que não invadissem seu espaço não havia janela, não havia para onde fugir. Sentia-se presa. Como as asas de seu pássaro caíssem coloridas desbotando até o chão.
Não nasceu para ser proibida. Não nasceu para ser julgada. Nasceu para exalar sua essência, nasceu para ser ela mesma. E se alguém a amava devia respeitar suas pequenas excentricidades e mania de ser livre. Amor que é amor não prende, liberta. Não acorrenta, solta os freios da alma.
Se gosta, deve-se gostar do todo, mais inteiro que possa haver. Mais inteiro que possa ser. Seria tão difícil assim para os outros entenderem essa condição?
Ela, que não nasceu para o clássico do ballet, foi buscar nela mesma o que havia de belo. Também o que não era. Foi ser inteiro. Foi ser a beleza de ser feliz sendo ela mesma. 

Music Box

Dê o seu melhor.

Bom Dia!

Music Box

Super carismática e colorida, essa é JOSS STONE.

Falando pelos cotovelos

Às vezes acho que minha categoria A noise anoise an oister (trava línguas que quer dizer ”um barulho incomoda uma ostra”) deveria ser “Falando pelos cotovelos”. É basicamente o que eu faço mesmo, sem pensar.

* Ao som de: Free Me, da Joss Stone. *

Se afogando de felicidade

“Se você se sente infeliz sem razão, ou o atribui a essas razões tão pequenas, talvez seja porque é feliz demais e não está conseguindo metabolizar sua felicidade. Algo como indigestão por excesso de felicidade. Pense nisso e pare de reclamar da vida.”  *

Quando li isso pensei:
¬¬´ … jure?
Mas depois, com muito esforço – leia-se muito, MUITO esforço – passei a entender o que ele quis dizer.

É verdade que é quase ironicamente irreal uma pessoa que lê isso e tem uma doença terminal ou tenta processar uma perda grande de entes queridos.. é dificílimo para alguém assim, com a ferida aberta, achar que está se “afogando” de felicidade.
Realmente nesses casos a gente até pensa (eu pensei) “Ele só pode estar brincando!!”. Claro, a pessoa não está maluca porque se sentiu triste, mas não é disso que se trata a Síndrome da Felicidade.**
Trata-se das coisas realmente muito simples que a gente poderia simplesmente aprender a reverter em boas coisas; as coisas pequenas que, por a gente achar que estão erradas, acabam ficando mesmo. A felicidade como ponto de vista.
É talvez a felicidade seja questão de ponto de vista. Se você convencer seu cérebro que sim, você é feliz é isso mesmo que vai “acreditar” o seu corpo. Ele responde com o que você pensa, seu corpo é reflexo do que está pensando. Aí entra O Segredo, a estorinha da águia e a galinha, enfim. Toda aquela parafernalha “autoajudicional”.
No final das contas, em uma análise mais conclusiva da situação, se você conseguir isso vai conseguir evitar muito aborrecimento, que só atrasaria uma possível resposta positiva às coisas. Ao invés de reclamar e rebater “bom dia”s com “bom dia pra VOCÊ!” – por exemplo – sorrir de volta, e seguir em frente.
Não perder a chance de não ficar triste com algo é um caminho curto à felicidade.

“Lamento em ti, não as tuas penas, mas as tuas lamentações.”
Mestre DeRose

 

* : Sobre aSíndrome da Felicidade”, tirado do livro “Faça Yôga Antes Que Você Precise” do Mestre DeRose. 
** : Essa é uma leitura minha do tema, que não tem nenhuma pretensão didática. Como tudo mais que posto, se for bom para você, use, se não, simplesmente descarte. 
Meu objetivo é somente deixar ferramentas à mão…

Desafia-me

Desafia-me
Mostra-me seu rosto vil e cheio de esperança
Mostra-me sua dor e sua vontade de me ver perder
Não te darei tal gosto dessa vez

Aproxime-se
Venha olhar mais perto em meus olhos
Veja o que se esconde profundo na alma
Por anos trabalhei a fazer melhor minha essência
Aceito poucos visitantes ao meu infinito particular
Se merecer te deixo ficar

Decifra-me ou devoro-te
Não tenho tempo a perder, não estou afim de esperar
Se tem algo bom para mim é melhor me mostrar
Espero por algo verdadeiro que faça o coração palpitar…

Desafia-me
Espero há muito uma chance de revelar
Tantas armas, tantos sonhos, tanta coisa para contar

Desafia-me, mostro do que sou feita
É de amor, é de ar, do que vier procurar
Desafia-me a mostrar o oceano
E te mostro aonde posso te levar

Free Spirit

Um pedido

Se pudesse pedir qualquer coisa
ao anjo que converso toda noite,
pediria que fosse parte eterna
de suas melhores memórias.

Nem livros publicados
nem canções
nem nomes exaltados.

Apenas um espaço meu
eterno
em seu coração.

Quase amor

Ela sabe que aquelas lembranças não ficarão perdidas. Em algum lugar no tempo e espaço há alguém respirando o mesmo ar que um dia lhe faltou ao suspirar. Foi repentino, e repentinamente ela se foi. Como sempre. Deixando o coração batendo e parando logo em seguida, freando bruscamente a bolha de sonho criada de sentimento.
Talvez seja exagero, mas ela podia jurar que algumas noites sentia quase como se ele atravessasse a tela do computador, de algum modo tocando seu coração, sempre enchendo-o do que havia mais bonito. É verdade que não era o Chris Cornell, nem tinha o charme irresistível do Brad Pitt. Era um jeito peculiar, só dele. Uma maneira de falar, de escrever, que fazia ela sentir tudo o que os outros não podiam. Era quase amor.
Não fosse a distância podia jurar que ela não se importaria com quaisquer meia dúzia de defeitos que ele pudesse ter, contanto que mantesse o caráter que ela via, contanto que fosse para ela o que sonhava. E ela sonhava com algo real.
Foi sem querer. Foi quase amor. Quase é o que separa o que foi do que podia ter sido. Isso e alguns mil quilômetros. E algum medo…
Ah, eu podia jurar que se tomasse coragem podia ser mais um desses romances de livro, que fazem a gente babar por não ter um igual.

Diga algo doce

Sugar
* : “Diga algo doce a cinco pessoas hoje”

Eu amo vocês! =)

Music Box

” Growing into a beautiful chord… “

Postagens Antigas »